O genérico do filme Panic Room, de David Fincher. O homem arranja sempre maneira de surpreender o público, nem que da forma mais simples possível...
sexta-feira, 20 de março de 2009
SEXTO
Para falar de um designer americano absolutamente incontornável e que obviamente acaba por ser referenciado em tudo o que é livro dedicado à comunicação visual, Saul Bass. Não me vou dedicar aqui a falar da sua carreira de 40 anos e de todos os trabalhos que realizou não só para a indústria cinematográfica - e que lhe deram a fama e o reconhecimento mais do que merecidos - como também os logótipos e as campanhas publicitárias que criou. Para isso, e se quiserem espreitem aqui. Este post serve unicamente como montra para alguns dos seus trabalhos mais conhecidos e que, obrigatoriamente, passam por cartazes e genéricos que realizou para filmes de cineastas tão importantes quanto Alfred Hitchcock, Otto Preminger, Stanley Kubrick ou Martin Scorcese.


QUINTO
Antes de partir para uma segunda e melhorada versão do artigo sobre Matisse, apeteceu-me publicar uma série de referências pessoais que considero terem algo a ver com as matérias que temos vindo a abordar nas aulas.
A primeira, ainda relacionada com os elementos visuais básicos, diz respeito ao trabalho do fotógrafo francês Denis Darzacq subordinado a um tema muito específico (e surpreendente), e que foi publicado em dois livros, La Chute e Hyper. As suas fotografias são a representação gráfica de algo que ele próprio já havia afirmado, "uma pessoa pode cair de um prédio em França que ninguém repara".
As imagens são assutadoramente reais e podem ser olhadas de dois pontos de vista distintos. O primeiro aponta imediatamente para a forma genial como Darzacq congela um movimento brutal e violento para o transformar numa coreografia de uma beleza inegável. O segundo ponto de vista remete-nos para um desse elementos da comunicação visual de que temos falado e que, ironicamente, é parado no tempo pela câmara do fotógrafo: o movimento. Sabemos todos que um corpo em queda livre atinge uma velocidade considerável. Denis Darzacq encontrou uma forma de o parar, é certo, e essa sensação é, como já referi, imediata. Contudo, as suas imagens pouco a pouco transmitem-nos uma segunda sensação; a sensação de que ali há eternamente a velocidade de um corpo que, imparável, se despenha em direcção ao solo.

A primeira, ainda relacionada com os elementos visuais básicos, diz respeito ao trabalho do fotógrafo francês Denis Darzacq subordinado a um tema muito específico (e surpreendente), e que foi publicado em dois livros, La Chute e Hyper. As suas fotografias são a representação gráfica de algo que ele próprio já havia afirmado, "uma pessoa pode cair de um prédio em França que ninguém repara".
As imagens são assutadoramente reais e podem ser olhadas de dois pontos de vista distintos. O primeiro aponta imediatamente para a forma genial como Darzacq congela um movimento brutal e violento para o transformar numa coreografia de uma beleza inegável. O segundo ponto de vista remete-nos para um desse elementos da comunicação visual de que temos falado e que, ironicamente, é parado no tempo pela câmara do fotógrafo: o movimento. Sabemos todos que um corpo em queda livre atinge uma velocidade considerável. Denis Darzacq encontrou uma forma de o parar, é certo, e essa sensação é, como já referi, imediata. Contudo, as suas imagens pouco a pouco transmitem-nos uma segunda sensação; a sensação de que ali há eternamente a velocidade de um corpo que, imparável, se despenha em direcção ao solo.

segunda-feira, 16 de março de 2009
QUARTO
E para finalmente falar de Henri Matisse, um dos pintores sugeridos para o trabalho em questão.
Henri Matisse nasceu em 1869 e faleceu em 1954, e ficou rapidamente famoso pelo domínio notável das cores, reflexos e brilhos que utilizava nos seus trabalhos. Talvez por essa razão, Matisse ficou para sempre associado ao movimento conhecido como fauvismo, uma estética marcada pelo uso de cores fortes e selvagens e em muitos casos contrastantes com a realidade.


No entanto, e depois da sua carreira ter sofrido uma significativa acalmia, provocada pela saída de Paris e bem reflectida nos trabalhos dessa época, o pintor e escultor voltou a abalar o mundo das artes plásticas com um simples e no entanto influente trabalho. Um trabalho que ainda hoje é facilmente reconhecido como sendo Matisse, e que não é indiferente mesmo para aqueles que normalmente não demonstram grande interesse ou curiosidade pela pintura. Já numa fase tardia da sua vida, Matisse publicaria "Jazz", um livro com trabalhos realizados a partir de colagem de recortes em papel e acompanhados por pensamentos do seu autor e que representou na altura um tremendo sucesso, embora se tratasse de uma edição limitada.


As imagens de "Jazz" são completamente o oposto daquilo que Matisse fez na quase totalidade da sua carreira. São imagens simples, unidimensionais, desprovidas dos tais brilhos e reflexos tão reconhecidos no seu trabalho; imagens sem textura, planas, de cores básicas e de aspecto infantil, até, mas que trazem consigo a mesma quantidade de informação e de intenção, de sentido e de lógica de qualquer um dos quadros da sua fase fauvista, por exemplo.
Uma das consequências deste trabalho foi a dedicação que Matisse deu à gravura e à ilustração, nomeadamente aos desenhos a branco em superfícies negras e à litografia. Esta fase do artista francês sempre me fez lembrar o trabalho de um outro, nada relacionado com a pintura, e que a dada altura da sua carreira optou também por um caminho revolucionário e nada consentâneo com os cânones da sua arte. Frank Miller, considerado por muitos como o maior autor de banda desenhada de
sempre, abanou o mundo da nona arte quando editou o já clássico "Sin City", aventura gráfica num preto e branco totalmente de acordo com a história, negra, pesada e influenciada pelo film noir de que Hollywood tanto gostava nos idos anos 40 e 50. Miller fugiu quase que totalmente ao uso das cores garridas e exageradas que se tornaram quase uma regra em banda desenhada - e de que já era um exímio utilizador - mas não retirou detalhe à sua obra, pelo contrário.

Cada desenho de "Sin City" é uma obra prima do pormenor, da minúcia. Como Matisse, Miller optou pelas manchas grandes de cor - apesar de ser quase só preto e branco, e do resultado ser muito próximo da fotografia com película Lith - e pelas silhuetas, apenas arriscando o pormenor como elemento definidor da própria imagem. Como Matisse, também as imagens do mestre americano são uma explosão de informação; de sentimentos, de emoções, de intenções. São imagens planas, estáticas, muitas das vezes, mas que invadem os sentidos e contam uma história mesmo sem a ajuda dos habituais balões de texto.

Mais tarde, Miller tentou com sucesso fazer o crossover entre as técnicas ancestrais de banda desenhada e aquela que desenvolveu para "Sin City". O resultado, "300", foi igualmente um sucesso à escala mundial, e colocou sem margens para dúvidas, o seu autor num patamar raramente alcançado por artistas da banda desenhada. Miller aliou as cores fortes à silhueta novamente de forma magistral, e voltou a «inventar» um género, uma técnica e uma imagem muito característica.
sexta-feira, 13 de março de 2009
SEGUNDO...
... e porque estou à espera de esclarecer uma dúvida em relação ao comentário acerca de um dos pintores sugeridos nas aulas, apeteceu-me colocar aqui um vídeo que julgo ter muito a ver com a matéria que tem vindo a ser abordada. Os Radiohead sempre estiveram um passo à frente no que diz respeito aos vídeos das suas músicas. Seja pela (aparente) simplicidade dos mesmos, seja pela utilização de técnicas revolucionárias, o grupo de Tom Yorke continua a ser um dos mais criativos e inovadores. Sem recorrer às grandes produções ao estilo de Hollywood, elaborados efeitos especiais, ou ecrãs croma.
No vídeo em questão, "House Of Cards", nem sequer utilizaram câmaras ou qualquer tipo de iluminação. Se quiserem, podem espreitar aqui o making of e perceber como se chegou a este resultado.
E a música, claro, faz sempre todo o sentido.
PRIMEIRO
À estranheza do nome deste blog, respondo com a admissão de culpa e/ou nabice no momento de o ter escrito e que facilmente se comprova ao olhar para o endereço lá em cima na respectiva barra. A coisa era para se chamar KARMATOONDESIGN, mas o "D", que não está perto sequer do "K", meteu-se ao barulho por culpa de uma mão esquerda que nem sempre funciona como a direita. Feridas de guerra, como diria o irascível Basil Fawlty - ou, se preferirem, John Cleese na série "Faelty Towers".
Mas enfim, depois de me ter apercebido do erro, e ainda antes de ter cedido à vontade de imediatamente o corrigir, olhei para o novo nome umas poucas de vezes e concluí que o melhor era deixá-lo como estava. As coisas são como são, e o rapaz (o título), parece-me bastante feliz assim. Para além de que elimina qualquer traço de presunção que KARMATOONDESIGN possa transportar.
Portanto, este é um blog que servirá essencialmente para depositar os trabalhos efectuados na disciplina de Design e Comunicação Visual, no âmbito da licenciatura em Ciências de Comunicação.
Quanto ao aspecto (para já) simplista do blog, garanto que não é coisa para durar. Assim que tiver tempo - entre o teatro, mais uma mudança de casa e consequentemente de vida, e as próprias aulas - faço-lhe um peeling, um face lift e uma lipoaspiração.
Subscrever:
Mensagens (Atom)















